Os mais estranhos animais consumidos no mundo

A diversidade cultural é frequentemente celebrada por meio da comida, com pratos exclusivos que refletem as tradições e os gostos de diferentes regiões. Algumas culinárias, no entanto, ultrapassam os limites do que é considerado convencional, incorporando ingredientes exóticos e incomuns, incluindo animais que podem parecer estranhos para quem está de fora. Nesta exploração culinária, vamos nos aprofundar em algumas das criaturas mais estranhas consumidas em todo o mundo.

1. Balut – Filipinas

O balut é um embrião de pato fertilizado que foi incubado por cerca de 17 dias e é considerado uma iguaria nas Filipinas. Frequentemente consumido como comida de rua, o balut é normalmente servido com uma pitada de sal e, às vezes, vinagre. O prato oferece uma combinação de texturas, com o líquido semelhante ao caldo, a cartilagem crocante e a carne macia do patinho em desenvolvimento.

2. Casu Marzu – Sardenha, Itália

O Casu Marzu, também conhecido como “queijo podre”, é um queijo tradicional da Sardenha que leva a ideia de fermentação a um nível totalmente novo. O queijo é deixado para apodrecer, e larvas de insetos vivos são introduzidas para ajudar a quebrar as gorduras. Apesar de ser ilegal na União Europeia devido a preocupações com a saúde, ele ainda é produzido e saboreado por aqueles que gostam de queijos extremos.

3. Hákarl – Islândia

Hákarl é um prato tradicional islandês feito de tubarão da Groenlândia. Para torná-lo comestível, o tubarão é fermentado e depois pendurado para secar por vários meses. O resultado é um prato com um odor extremamente forte de amônia e um sabor que foi descrito como algo adquirido, geralmente apreciado com uma dose de aguardente local para acompanhar.

4. Porquinho-da-índia – Peru

No Peru, os porquinhos-da-índia, conhecidos como “cuy”, são uma fonte popular de proteína. Normalmente, são assados inteiros ou usados em ensopados. Essa opção culinária pode parecer incomum para muitos ocidentais que consideram os porquinhos-da-índia como animais de estimação adorados, mas nos Andes, eles têm sido uma fonte de alimento há milhares de anos.

5. Tarântula frita – Camboja

As tarântulas fritas são uma iguaria no Camboja, especialmente na cidade de Skuon. Essas aranhas grandes são cobertas por uma mistura de açúcar e sal antes de serem fritas. Embora a ideia de comer uma aranha possa causar arrepios na espinha de algumas pessoas, para os habitantes locais, trata-se de uma iguaria crocante e rica em proteínas.

6. Coração de cobra – Vietnã

No Vietnã, o vinho de coração de cobra é uma bebida popular e incomum. Uma cobra viva é colocada em uma garrafa de vinho de arroz e, depois de algum tempo, é consumida. Acredita-se que essa tradição traga força e virilidade. Embora essa prática seja controversa devido a preocupações com a crueldade animal, ela continua a fazer parte da cultura culinária vietnamita.

7. Sannakji – Coreia do Sul

Sannakji é um prato sul-coreano feito de polvo vivo. O polvo é cortado em pedaços pequenos e servido imediatamente, muitas vezes ainda se contorcendo no prato. Os comensais precisam ser cautelosos, pois as ventosas dos tentáculos podem grudar na boca ou na garganta.

8. Canguru – Austrália

O canguru não é apenas um símbolo da Austrália; ele também é uma fonte de proteína magra. A carne de canguru tem baixo teor de gordura e é considerada uma alternativa mais sustentável ao gado tradicional. Embora possa não ser tão estranha quanto algumas das outras entradas desta lista, é uma escolha incomum para muitos que associam os cangurus à paisagem australiana.

9. Nutria – Estados Unidos

Em algumas partes dos Estados Unidos, especialmente na Louisiana, a nutria, um grande roedor semi aquático, é consumida. Geralmente é preparado em ensopados ou frito. A ideia por trás do consumo do nutria é ajudar a controlar sua população, pois ele é considerado uma praga invasora na região.

10. Insetos – no mundo todo

Os insetos são consumidos de várias formas em todo o mundo. De grilos fritos na Tailândia a larvas de formigas no México, essas pequenas criaturas oferecem uma fonte única de proteína e fazem parte da dieta humana há séculos.